Seduc certifica 80 professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE) após formação

13 de março de 2017 - 12:53

 

Apostando na ideia de que o aprendizado é direito de todos, a Secretaria da Educação (Seduc) promoveu um curso de formação para 80 professores do Atendimento Educacional Especializado (AEE) das Salas de Recursos Multifuncionais (SRM). Participaram profissionais das Coordenadorias Regionais de Desenvolvimento da Educação (Crede)1, 6, 9 e da Superintendência das Escolas Estaduais de Fortaleza (Sefor). A cerimônia de certificação ocorreu nesta sexta-feira (10), no auditório do Centro de Convivência do Cambeba.

 

 O objetivo da iniciativa foi fornecer mais ferramentas didáticas aos educadores, de modo a dinamizar as ações voltadas aos alunos com necesisdades especiais.

 

A ação foi realizada pela Coordenação de Diversidade e Inclusão Educacional e teve duração de 7 meses. Na avaliação da coordenadora da área, Nohemy Rezende, é necessário reforçar as políticas de equidade de ensino, fazendo com que todos tenham a oportunidade de aprender. “Não estamos fazendo caridade, apenas assegurando um direito. Temos que qualificar não só os profissionais, como também os serviços oferecidos aos nossos jovens, que têm diferenças entre si, mas que devem ser iguais nas oportunidades”, ressalta.

 

Nohemy esclarece, ainda, que este foi um projeto piloto, e que a ideia é fazer da experiência uma referência para formações futuras, envolvendo as demais Credes.

 

O coordenador da Crede 6, Daniel Costa, enaltece o trabalho desenvolvido pelos professores no Atendimento Especializado. “Eles promovem a inclusão de pessoas que às vezes as próprias famílias não acreditam, provando que essa inclusão é possível. Uma realidade hoje é vermos o protagonismo de jovens com necessidades especiais”, destaca.

 

A formação foi desenvolvida em 7 módulos, presenciais e a distância, totalizando carga horária de 180h, abordando temáticas sobre o atendimento educacional especializado para alunos com deficiência auditiva, física, visual, intelectual, autismo e altas habilidades e superdotação. Também foram trabalhados recursos pedagógicos acessíveis e comunicação aumentativa e alternativa.

 

Eduardo Maia, coordenador da Sefor 2, argumenta que a formação também serviu para demonstrar a presença e o suporte do Estado aos educadores. “Que bom que todos atenderam a esse chamado, qualificando-se para atuar melhor. Com essa iniciativa, amparamos o nosso profissional, mostrando que ele não está sozinho”, observa.

 

O professor Eliseu Pereira, do Ceja de Pacajus, foi um dos concludentes do curso, e disse ter ficado satisfeito com a oportunidade. “É hora de agradecer por mais conhecimento adquirido. A cada dia a gente estuda para receber esses alunos, e temos que fazer um trabalho cada vez mais diferenciado. Sempre temos encontrado apoio da Seduc”, enfatiza.

 

 

Disseminação

 

Márcia Almeida, técnica da coordenação de Diversidade e Inclusão Educacional, que foi a coordenadora geral do curso, aponta que “cada uma das cinco turmas saiu formada, com condições de disseminar esse conhecimento e auxiliar outros professores que tenham alguma dificuldade no dia a dia, ao trabalhar com os diversos tipos de deficiência”.

 

 

 

 

10.03.2017
Assessoria de Comunicação da Seduc
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